- Gazeta de Limeira
A morte de um limeirense durante atividade física, na semana passada em uma academia, reacende a discussão sobre a necessidade do check-up médico antes do início dos treinos.
Informações obtidas pela Gazeta dão conta que o homem de 57 anos, estava em uma esteira e quando caiu, morreu repentinamente vítima de um infarto fulminante.
Pelo averiguado, a academia não teve responsabilidade. “Parece que foi fatalidade mesmo. Ele poderia infartar em qualquer outro lugar”, disse o personal trainer Norberto Luciano Santos da Silveira.
A vítima, segundo informações, praticava exercícios físicos regularmente. Contudo, a cautela das pessoas sedentárias deveria ser ainda maior. De acordo com Silveira, todos os interessados em iniciar atividade são orientados a realizar pelo menos teste de esteira e ecocardiograma. “Orientamos não só as pessoas com mais idade, mas os jovens também”.
Além disso, o personal conta que é feita uma espécie de entrevista sobre o histórico de saúde. A utilização de remédios e ocorrências cardíacas na família são determinantes para a programação das atividades, que podem ser mais leves ou mais intensas, dependendo também da capacidade que cada um demonstrar. Silveira utiliza o frequencímetro para auxiliar no monitoramento cardíaco durantes os exercícios.
RECUSA DE ATESTADO
O atestado de um médico informando que o indivíduo está apto para iniciar atividades em academia é fundamental. Entretanto, o professor de Educação Física e Fisiologista, Estevan Krip, afirma que já se deparou com muitas pessoas que procuraram médicos para avaliação física, mas que se negaram a fornecer atestados. “É uma situação muito complicada porque nós pedimos que as pessoas façam avaliação e alguns profissionais, como eu, se recusam a iniciar a programação de exercícios sem o atestado e outros se recusam a fornecer, mesmo que seja consulta particular”.
Para Krip, uma explicação para a recusa de atestado é justamente para não serem responsabilizados de possíveis fatalidades, como aconteceu na semana passada. “Como profissional também não posso ser responsabilizado se estou seguindo as normas”. Por outro lado, existem as pessoas que omitem problemas de saúde e afirmam que já foram avaliadas por médico.
Contudo, Krip adotou um método. Antes de iniciar os treinos, é assinado pelo interessado um termo de compromisso no qual ele se compromete a entregar um atestado médico. Caso não entregue, o indivíduo é responsável por qualquer consequência à saúde. (RR)