mesquita@mesquitaonline.com.br
 
   
 
 
  Hoje é 10 de Setembro de 2010
A hora mais escura da noite é justamente aquela que nos permite ver melhor as estrelas". Charles A. Beard
 
 
Mesquita Online - O seu portal de futebol, agora na internet
Usuários Online
 
7 usuário(s) acessando o site
Mande um Recado
 
 
 
Newsletter
 
 
Destaques
Publicado: 17/07/2010 às 7:58, autor site: olheiros.com
      

O amanhã dos grandes

Só três seleções ainda possuem permissão para sonhar com o título da Copa do Mundo. Em poucas horas, serão duas. Enquanto isso, já há outras 29 pensando no que fazer para 2014. Umas trocam os treinadores, outras mudam mecanismos legais e quase todas já conclamam jovens jogadores para reformular seus quadros.  O site ollheiros faz suas  previsões:


Assim como na última semana, o site faz previsões e análises sobre o futuro das grandes seleções. Desta vez, espaço aberto para as quatro que obtiveram melhor classificação na África do Sul. Entre elas, um alerta: Holanda e principalmente Argentina possuem poucos jovens tido como fora de série, o que exigirá o máximo das atuais gerações. Estamos de olho nelas.

O índice necessidade de renovar é medido de 1 a 5, enquanto a nota da seleção é aferida de 1 a 10.  (Dassler Marques)

ALEMANHA


Ao apito final da Copa de 2010, existe alguma seleção já pronta para 2014? Dificilmente, mas a que está mais perto disso é a Alemanha. Esqueça o futebol brucutu de marcação, resultado e nenhum brilho. Em seu lugar, entrou uma geração ofensiva, habilidosa e brilhante – que acabou de florescer. Não à toa, nove entre dez especialistas apontam os alemães, desde já, como a equipe mais rejuvenescida e preparada para a próxima Copa.

Senão, vejamos: do elenco terceiro colocado na África do Sul, apenas Butt, Friedrich e Klose não terão mais idade para jogarem no Brasil. Thomas Müller, artilheiro e eleito melhor jogador jovem do Mundial, deverá estar no auge aos 24 anos – assim como Neuer (28), Schweinsteiger (29), Özil (25) e Kroos (24). Aliás, se você ainda duvida da potência da renovação alemã, basta lembrar quem foi o melhor jogador jovem de 2006: Podolski, outro germânico.

O trabalho na base beira a perfeição (em 2008/09, venceu simultaneamente os Europeus Sub-17, Sub-19 e Sub-21, feito inédito) e pouco precisa ser reformulado – apenas mantido. Esta é, na verdade, a hora de se colherem os frutos. Com espaço de sobra nos clubes para jovens promissores como os irmãos Bender e Mario Götze (considerado por muitos o melhor jogador sub-18 do mundo atualmente) adquirirem experiência antes dos rivais, a receita alemã já deu certo em 2010 e deve apenas seguir seu curso natural para formar uma nova geração digna de Breitner, Müller, Klinsmann, Völler e Kahn. (Maurício Vargas)

Nota da seleção: 8,5
Necessidade de renovar: 1
Cinco promessas: Tobias Sippel, Diego Contento, Christopher Buchtmann, Lars Bender e Mario Götze
Retrospecto recente: Copa (3º lugar), Europeu Sub-21 (campeão), Mundial Sub-20 (caiu nas quartas), Europeu Sub-19 (caiu na 2ª fase de classificação), Mundial Sub-17 (caiu nas oitavas) e Europeu Sub-17 (caiu na 2ª fase de classificação)

O que deve melhorar: Resolver os conflitos de interesses com os clubes, que muitas vezes não concordam em ceder seus jogadores às seleções de base, e focar na revelação de mais zagueiros

ARGENTINA
 
Para quem tinha um dos mais elogiados celeiros de atletas do mundo, o futebol argentino encaminha-se para um raro momento de "entressafra" de promessas. Se no princípio da década surgiram diversos nomes promissores, que pouco depois ganharam a companhia de Messi, Di Maria, Higuain e Agüero, agora é difícil apontar outros nomes de destaque da geração que está surgindo, até mesmo "caçando" opções entre aqueles que só deverão ser lembrados para 2018.
 
Sinal de que o fracasso no Sul-Americano Sub-20 de 2009 e a consequente ausência do Mundial da categoria, e a campanha pífia no Mundial Sub-17 não foram meramente azar. Ainda assim, pensando em 2014, se pode avaliar que o setor ofensivo seguirá forte, mesmo com menos jovens referendados que outrora. Destacam-se aí os atacantes Franco Jara, hoje no Benfica, e Eduardo Salvio, único que se salvou no naufrágio albiceleste no Sub-20. Já na armação, Nicolas Gaitán é bem referenciado. Nenhum, porém, com indícios de ser uma fora de série, como nessa faixa já demonstravam outros garotos no passado.
 
O problema mesmo está na defesa. A despedida da dupla Samuel e Heinze é certa e Demichelis, de Copa tétrica, também deve perder espaço. Convocado por Maradona, Nícolas Otamendi ainda não é plenamente confiável, mas surge com força. Campeão olímpico em 2008, Federico Fazio merece ser mais bem observado, mas ainda necessita de mais consistência. No gol, Romero mostrou muitas limitações, mas seguirá brigando com o contestado Ustari pela camisa 1. Uma situação que é suficiente até para não se ignorar o jovem e promissor arqueiro /92 Damián Martínez.
 
Em suma: novamente, do meio para trás, o coração argentino palpitará forte. Ainda assim, apesar das dúvidas defensivas, é difícil ver a Argentina sem brigar pelo título em 2014, especialmente por seus ótimos homens de frente, ainda com algumas Copas por jogar. Mas a aparente falta daquelas opções inquestionáveis entre os mais jovens para aglutinar o que se desenha como um envelhecido elenco no Brasil não pode ser ignorada. (Lincoln Chaves)
 
Nota da seleção: 7,5
Necessidade de renovar: 3,5
Cinco promessas: Eduardo Salvio, Damián Martínez, Federico Fazio, Marco Torsiglieri, Nicolas Gaitán
O que deve melhorar na base: Trabalhar melhor a revelação de defensores

Retrospecto recente: Copa do Mundo (caiu nas quartas), Mundial Sub-20 (não jogou), Sul-Americano Sub-20 (5º lugar), Mundial Sub-17 (caiu nas oitavas) e Sul-Americano Sub-17 (vice)

ESPANHA

Aparentemente, a seleção espanhola não precisa de uma grande reformulação nesse momento. Afinal de contas, o título mundial foi conquistado com uma equipe repleta de jovens jogadores que terão condições de disputar a Copa do Mundo de 2014. Algumas modificações, porém, serão inevitáveis em função da idade de alguns dos titulares do time atual.

A primeira delas provavelmente será na lateral esquerda, pois Capdevilla já tem 32 anos e dificilmente manterá o bom nível do presente. Puyol, que tem a mesma idade, se aposentou da seleção e pode ser substituído pelo jovem Mikel San José, do Athletic Bilbao. Entre os candidatos à vaga na lateral, figuram nomes como Roberto Canella, Nacho Monreal, Didac e Sergio Escudero.

No meio-campo, a expectativa é pela permanência de Xavi, que terá 34 anos em 2014 e poderá se despedir da seleção espanhola no Brasil, e Xabi Alonso, que terá 33 primaveras completadas. O risco de mantê-los é o de, obviamente, envelhecer a seleção e impedir a progressão de nomes como Sergio Canales, Thiago Alcântara, Fran Mérida e Koke, estrelas das seleções de base. No ataque, uma eventual saída de David Villa poderia ser suprida pela ascensão de Iker Muniaín, ou mesmo Bojan, enquanto que no gol, Casillas ainda reina soberano, mas terá o excelente David De Gea como “sombra” nos próximos anos.

Independente de nomes, a Espanha é nos últimos anos quem melhor trabalha a base, provavelmente ao lado da Alemanha. A conexão entre federação e os clubes é o razoável, o que permite às equipes de base sempre ter os melhores jogadores à disposição. Além disso, a mentalidade de jogo é a mesma em todas as gerações, o que facilita a chegada de jogadores jovens ao time de cima. (Pedro Venancio)

Nota da seleção: 10
Necessidade de renovar: 1.5
Cinco promessas: David De Gea, Mikel San José, Sergio Canales, Thiago Alcântara e Iker Muniaín
O que deve melhorar na base: ainda aperfeiçoar a relação entre clubes e seleções

Retrospecto recente: Copa do Mundo (campeã), Europeu Sub-21 (eliminada na fase final), Mundial Sub-20 (eliminada nas oitavas), Europeu Sub-19 (eliminada na fase final), Mundial Sub-17 (eliminada na semifinal), Europeu Sub-17 (vice-campeã)

HOLANDA

Mais uma vez não deu. Depois de 32 anos sem ir a uma final de Copa do Mundo, a Holanda voltou à decisão, mas a exemplo do que aconteceu em 1974 e 1978, ficou com o vice. Dentro de campo, no entanto, a Holanda 2010 foi muito diferente da de Cruyff e companhia. Com um jogo de força física, faltas táticas e marcação o tempo todo, a equipe de Bert van Marwijk abandonou completamente o futebol bonito para ser pragmática. Ainda assim, o talento holandês "teimou" em aparecer nas figuras de Robben e Sneijder, atletas que devem chegar em bom nível na Copa de 2014.

Além deles, Van der Vaart e Van Persie também terão plenas condições para disputar o torneio do Brasil, de forma que no ataque a Holanda dificilmente terá problemas. A questão é dos meias pra trás. Enquanto Ooijer, Van Bronckhorst e Van Bommel certamente se aposentarão dentro de uma ou duas temporadas, nomes como Mathijsen e Boulahrouz dificilmente terão condições de pleitear uma vaga no selecionado holandês. As exceções devem ser Heitinga, Van der Wiel, De Jong e Stekelenburg.

Para a reposição desses atletas existem candidatos, mas poucos prováveis grandes jogadores. Na zaga há esperanças no desenvolvimento de Jefrey Bruma, 19 anos e que joga pelo Chelsea, Erik Pieters, 21 anos e jogador do PSV, e Dirk Marcellis, 22 anos e atleta do AZ. Na lateral esquerda olhares atentos devem ser dirigidos para Royston Drenthe, do Real Madrid, enquanto na meia central, Leroy Fer e Wout Brama são os cotados para substituir Van Bommel. Por último, novos
goleiros continuam em falta na Holanda. A verdade é que não há foras de série.

Justamente nas posições em que não precisa tanto de renovação é onde a Holanda tem suas melhores promessas - muito embora poucas pareçam tão promissoras quanto foram Robben, Sneijder, Van der Vaart e Van Persie em suas épocas. Entre ponteiros e armadores, o próximo treinador holandês terá uma vasta gama de opções, como Wijnaldum, Affelay, De Guzmán, Siem De Jong, Babel, Elia e até Özyakup, jovem de 17 anos e que joga no Arsenal. No ataque, Huntelaar e Kuyt devem seguir com prestígio, enquanto Luc Castaignos, também de 17 anos, surge como uma possível surpresa. (Gabriel Dudziak)

Nota da seleção: 4
Necessidade de renovar: 3
Cinco promessas: Jeffrey Bruma, Leroy Fer, Siem de Jong, Özyakup e Castaignos
O que deve melhorar: Maior integração com as seleções de base e um melhor trabalho na formação de jogadores no setor defensivo. A principal dificuldade é no gol. Stekelenburg aguenta mais uma Copa, mas e depois?

Retrospecto recente: Copa (vice), Europeu Sub-21 (caiu na 1ª fase de classificação), Mundial Sub-20 (não classificou), Europeu Sub-19 (caiu na 2ª fase de classificação), Mundial Sub-17 (caiu na 1ª fase) e Europeu Sub-17 (caiu na 2ª fase de classificação)

O título mundial da Espanha trouxe a coroação ao trabalho de base praticamente perfeito dos espanhóis, dos clubes às seleções de base. Conquistaram a Copa vários jogadores que eram muito jovens em 2006, mas amadureceram técnica e mentalmente para chegar até a glória em quatro anos. Um processo que pode se passar pela Alemanha mais nova desde a década de 30 até o Mundial de 2014.




» Visualizar todos os Destaques
» Voltar
 
Mesquita Online - O seu portal de futebol, agora na internet
 
Twitter do professor mesquita     Profile no orkut do professor Mesquita     Confira os vídeos do professor Mesqiuta       
  Site desenvolvido por Rocha & Borges Comunicação
     
   
 
© Copyright 2007 - 2010 Mesquita Online, Todos os direitos reservados, reprodução de material proibida sem autorização prévia