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Publicado: 20/02/2012às 9:31, autor Professor Mesquita Tamanho da letra  
 
      

AS TRANSIÇÕES NO FUTEBOL

"Os princípios de jogo e os sub princípios de jogo são comportamentos e padrões de comportamento que o treinador quer que sejam revelados pelos seus jogadores e pela sua equipa nos diferentes momentos do jogo. Esses comportamentos e padrões de comportamento quando articulados e entre sí evidenciam um padrão de comportamento ainda maior, ou seja, uma identidade de equipa ao qual denominamos de organização funcional. " (Guilherme Oliveira, 2003)

Antes de explanar minhas idéias, faz-se necessário entender alguns conceitos citados pelo autor acima ao denominar organização funcional. Quando falamos em diferentes momentos do jogo, sabemos que o jogo está divido em 4 deles os quais entendo, de modo geral, desta maneira:

  1. Organização Defensiva : momento em que a equipe não possui a bola e através de seus princípios e sub princípios organiza-se para evitar gol da equipe adversária.
  2. Organização Ofensiva: momento em que a equipe possui a bola e através de seus princípios e sub princípios organiza-se para marcar gol na equipe adversária.
  3. Transição Defensiva-Ofensiva: exato instante em que a equipe recupera a bola até o momento em que está organizado ofensivamente, através de seus princípios e sub princípios.
  4. Transição Ofensiva-Defensiva: exato instante em que a equipe perde a posse de bola até o momento em que está organizado defensivamente, através de seus princípios e sub princípios.

No futebol atual a importância das transições está cada vez mais presente dentro do modelo de jogo em cada equipe. Em geral, a transição determina o quanto a organização em seqüência será eficiente. Mais do que isso, uma equipe pode dentro de uma partida antecipar algumas ações ou metas de seus princípios através de transições bem definidas.

Porém, o que tenho visto de modo geral nos jogos do Campeonato Gaúcho deste ano, tem me surpreendido de forma negativa em relação a este assunto. Poucas equipes realmente demonstram um padrão de comportamento no que se refere a transições. Isso tem acarretado em dificuldades para as mesmas quando estão organizadas defensiva e ofensivamente. Como consequência, os jogos tem sido muitas vezes desinteressantes no plano tático.

Como não existe padrão nestes momentos, acabamos nos deparando com uma grande mistura de princípios dentro de uma mesma transição. Muitas vezes essa variedade faz com que uma ação seja completamente oposta a outra, gerando um conflito de idéias dentro de um mesmo modelo de jogo. As situações mais vistas nas partidas que tenho assistido até então são:

Transição Defensiva-Ofensiva: erro na escolha da jogada principalmente quando se está sofrendo pressão na zona da bola. Normalmente a opção adotada é de acelerar a jogada de forma vertical, além de não trocar de corredor. Quando a situação é inversa, as equipes não tem aproveitado para dar velocidade ao passe e colocar-se em superioridade numérica.

Transição Ofensiva-Defensiva: divergência de escolhas entre setores da equipe.Enquanto algum setor opta por pressionar imediatamente a zona onde a bola foi perdida, outro setor decide organizar-se defensivamente. Fica claro que estas decisões não são pré-determinadas em treinamentos ou palestras. Isso fica mais preocupante quando as discordâncias são de indivíduos do mesmo setor. Além disso, o simples ato de transição de alguns jogadores (normalmente meias ofensivos e atacantes) não acontecem. Como consequência a equipe fica descompacta e com um menor número de jogadores participando da organização defensiva.

Quero deixar claro que as análises em questão não evidenciam a falta de transições nos jogos, mas muito pelo contrário. O que temos visto são jogos com uma enormidade de momentos de transição. A crítica é como os times estão agindo em relação a isso, mostrando enormes dificuldades. O que deixa isso muito marcante aos nossos olhos são aqueles instantes onde as equipes se repartem em duas e os jogos viram praticamente seqüência de contra ataques desorganizados. Acima foram citadas apenas algumas "desorganizações" vistas. Isso nos faz refletir onde estaria a origem do problema. Poderia ser a falta de tempo que as equipes tem para se preparar?

Por outro lado então deveriam reavaliar os planejamentos e elencar prioridades, já que esse problema é por muito tempo sabido no futebol brasileiro. Seria então a falta de entendimento dos atletas aos modelos de jogo? Então deveríamos talvez melhorar a didática de treinamentos e rever os estímulos dados aos jogadores no período de base. Seria a falta de importância dada pelos comandantes a estes dois imprescindíveis momentos do jogo? Ou o problema é mais grave e os treinadores não estão capacitados o suficiente. Fica então a reflexão para discutirmos e identificarmos dificuldades.

Só assim poderemos construir novos conhecimentos e evoluir na mesma velocidade do futebol atual.

Lucas Gonçalves - Técnico de Futebol
 
 

Transições


A palavra “Transição” é provavelmente uma das mais utilizadas no futebol actual. No entanto são poucos aqueles que a utilizam de forma correcta. Para muitos uma “Transição Ofensiva” é uma forma pomposa de dizer “Contra-ataque” e uma “Transição Defensiva” não é mais do que a tradicional “Recuperação Defensiva”. Parece-me importante esclarecer o que são afinal as transições e demonstrar que esses conceitos estão a ser mal empregues por muita gente com voz activa do nosso futebol. Como já explicara em artigos anteriores o jogo de futebol divide-se em 4 momentos dinâmicos, a saber: organização ofensiva, organização defensiva, Transição Ofensiva e Transição Defensiva. Os momentos de transição são aqueles que estão entre os momentos ofensivos e defensivos.
Transição Ofensiva – É o momento em que a equipa recupera a posse de bola e tudo o que acontece logo após essa recuperação. Normalmente tem a duração de 3 a 8 segundos (dependendo dos autores) Transição Defensiva: É o momento em que a equipa perde a posse de bola e tudo o que acontece logo após essa perda. Normalmente tem a duração de 3 a 8 segundos (dependendo dos autores)
Recuperar a posse de bola é bem diferente de realizar um Contra-ataque. Uma Transição Ofensiva pode proporcionar um contra-ataque, um ataque rápido ou um ataque posicional, dependendo das características da equipa e do nível de organização momentânea do adversário. Equipas muito evoluídas podem aproveitar ainda o momento de Transição Ofensiva para conservar simplesmente a posse de bola com o intuito de quebrar o ritmo de jogo ou mesmo de descansar com a mesma. Numa Transição Defensiva não é líquido que aconteça uma recuperação defensiva pois, no primeiro momento da transição, ou seja, logo a após a perda de bola, a equipa pode optar por pressionar de imediato o adversário, encurtando as linhas em largura mas não recuando
Exemplos de Transições Ofensivas:


Exemplos de transições Defensivas:







 
 


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