Numa pequena granja, havia um frango que se destacava dentre todos os outros pela coragem, pelo espírito de aventura e pela ousadia.
Andava por onde queria, mas o dono não apreciava suas qualidades.
Um dia, vendo que nada o segurava dentro da granja, resolveu puní-lo. Fincou um bambu longe da granja, no meio do pomar, arrumou um barbante e amarrou o frango.
De repente, o mundo tão amplo que a ave tinha foi reduzido a uma distância à qual o barbante lhe permitia chegar.
De tanto andar nesse círculo, a grama, que era verde, foi desaparecendo e ficou somente a terra.
Depois de um tempo, o dono acreditou que o castigo já estava dado, pois o frango, que era tão inquieto e audacioso, havia se tornado pacato e desinteressado.
Então, cortou o barbante que lhe prendia o pé e o deixou solto.
Agora estava livre, poderia ir aonde quisesse. Mas, estranhamente, o frango mesmo solto não ultrapassava o limite que lhe havia sido imposto.
Só ciscava e andava dentro do círculo que criara. Olhava para o lado de fora, mas não tinha coragem suficiente para se aventurar e sair do seu espaço.
Preferiu ficar do lado conhecido.
Com o passar do tempo, envelheceu e ali morreu.
Esse pequeno texto pode servir para pensarmos em várias situações…
Pais podem pensar na educação que dão aos seus filhos.
Será que estão incentivando seus filhos a ousar e a descobrir novos horizontes ou só fazem reclamar e tolher a criatividade e ousadia deles?
Empregadores podem pensar no relacionamento que têm com seus empregados.
Será que alimentam na mente dos empregados a ideia de que eles são parceiros e os estimulam a aprimorar e a reinventar os valores da empresa?
Reflitam sobre isso…
Lembrem-se que sem liberdade para ousar, sem liberdade para ser quem se é, a vida se torna monótona, sem entusiasmo, desinteressante.